Chapeuzinho e o raciocínio lógico

   Chapeuzinho Vermelho, ao entrar na floresta, perdeu a noção dos dias da semana. A Raposa e o Lobo Mau eram duas estranhas criaturas que frequentavam a floresta. A Raposa mentia às segundas, terças e quartas-feiras, e falava a verdade nos outros dias da semana. Já o Lobo Mau mentia às quintas, sextas e sábados, mas falava a verdade nos outros dias da semana.

   Um dia, Chapeuzinho Vermelho encontrou a Raposa e o Lobo Mau descansando à sombra de uma árvore. Eles disseram: 
 Raposa: 
  Ontem foi um dos meus dias de mentir. 
 Lobo Mau:
  Ontem foi um dos meus dias de mentir. 

   A partir dessas afirmações, Chapeuzinho Vermelho descobriu qual era o dia da semana. Qual era?

   Em outra ocasião, Chapeuzinho Vermelho encontrou a Raposa sozinha.
   Ela fez as seguintes afirmações: Eu menti ontem. Eu mentirei daqui a 3 dias.
   Qual era o dia da semana?

Dia Nacional da Matemática

   O Dia Nacional da Matemática  é comemorado em 6 de maio, de acordo com Lei aprovada pelo congresso Nacional em 2004, de autoria da Deputada Professora Raquel Teixeira. A escolha desse dia tem como motivação a data de nascimento do professor Julio César de Mello e Souza, mais conhecido como Malba Tahan.
   Malba Tahan era o pseudônimo do professor de matemática Julio César de Mello e Souza, nascido no Rio de Janeiro no dia 6 de maio há 110 anos. Ele é o autor de um dos maiores sucessos literários de nosso país, o romance O Homem que Calculava, já traduzido em doze idiomas.
   Embora tenha publicado ao longo de sua vida cerca de 120 livros sobre Matemática Recreativa, Didática da Matemática, História da Matemática e Literatura Infanto-juvenil, atingindo tiragem de mais de dois milhões de exemplares, pouca gente sabe que ele era brasileiro. 

   Devemos aproveitar essa data para divulgar a Matemática como parte do patrimônio cultural da humanidade mostrando que a Matemática foi criada e vem sendo desenvolvida pelo homem em função de necessidades sociais. Devemos, nessa oportunidade, divulgar a Matemática como área do conhecimento humano, sua história, suas aplicações no mundo contemporâneo, sua ligação com outras áreas do conhecimento e, principalmente, buscar derrubar mitos de que a matemática é muito difícil sendo acessível apenas aos "talentosos". Precisamos erradicar a idéia de que a Matemática é um "bicho-papão", uma disciplina sem vida que só exige dos alunos memorização de fórmulas e treinamento. 


   Trabalhando as obras de Malba Tahan
  é possível mostrar aos alunos que a Matemática pode ser uma divertida e desafiante aventura podendo ser trabalhada de forma dinâmica e criativa.

A Escola Pitagórica

   Em 540 a.C., na Itália, Pitágoras fundou uma escola secreta semirreligiosa e semimatemática, onde os discípulos, chamados de pitagóricos, aprendiam a Matemática e a adorar os números, pois achavam que os números eram a essência da vida. Até então só eram conhecidos os números inteiros e as frações. O ensinamento mais famoso era o Teorema de Pitágoras.



    Certo dia, um dos discípulos aplicou o Teorema de Pitágoras em um triângulo retângulo de catetos medindo 1 unidade e viu que a medida da hipotenusa não correspondia a um número racional.


   Decidiram manter esse número em segredo, para não provocar a fúria dos deuses; porém, menos de um século depois, o segredo foi descoberto, marcando o declínio da escola pitagórica.

O número mágico

1089 é conhecido como o número mágico. Veja porque:

Escolha qualquer número de três algarismos distintos: por exemplo, 731. Agora escreva este número de trás para frente e subtraia o menor do maior:
  731 - 137 = 594
Agora inverta também esse resultado e faça a soma:
   594 + 495 = 
1089  (o número mágico)

Você consegue explicar o que está acontecendo?